Black Soul (a minha primeira musica em inglês)

I’ve ben walking and walking
Where? I don’t know
I just walk without direction
Without a place to go

(Chorous)

My soul is Black
Because my heart is empty
What have you done?
What have you done?

I’ve been cruing and crying
Why? I don’t know
I just cry Without reason
Without any tears left to show

(Chorous)

My soul is Black
Because my heart is empty
What have you done?
What have you done?

(Bridge)

Whereever you are
I just can’t find you
Even knowing your eyes
Are always whatching behind me

I’ve been falling and falling
From where? I don’t know
I just fell over and over
without you, to save me from this hell.

por: Ana Oliveira

Os Nossos Papeis Eram Inversos

Ontem choraste,
Não querias que te visse assim;
Mas não me importei e cedi o meu ombro,
Pessoas boas todas choram (sabias?)
Deixei que essas lagrimas percorressem o meu corpo,
Como se fossem minhes de verdade,
Partilhei aquela dor,
Os nossos papeis eram inversos,
Consolei’te com palavras doces,
Com palavras que já me tinhas dito antes,
Os nossos papeis eram inversos,
Mas apenas na tua cabeça.
És um soldado,
Um lutador, (sempre foste)
Quantas vezes me protegeste?
Me defendeste?
Quantas vezes me viste chorar?
Ontem choraste,
Mas eu estava lá.
(Os nossos papeis eram inversos)
Deixei’te adormecer no meio de abraços,
Por entre todos os beijos,
E sonhamos juntos
Em nome daqueles momentos,
Naquele quarto,
Onde tantas noites nos amamos,
Para esquecermos como é chorar.

por: Ana Oliveira

Acorda’me


Onde estás?
Onde está a voz que me seduziu em sonhos distantes?
Onde está o olhar que me prendeu por mais do que instantes?
Já só a saudade me embala,
Em memórias e névoas disformes,
Já a solidão me absorveu por inteiro,
E nem os sorrisos falsos me amparam desta queda,
Onde estás?
Porquê que não me iluminas?
Porquê que me deixas sufocar nesta escuridão?
Não sabes que tenho medo?
Porquê que me beijas as lágrimas?
Porquê que não as secas?
Porquê que me deixas chorar?
Quem és tu por trás dessa mascara?
Que palavras são essas?
Aquelas doces que me dizes repetidamente,
Mas que já não sei se ainda se reflectem na tua alma,
Porque mentes?
Ama-me,
Sim, ama-me mas de verdade,
Sem mentiras,
Tenho frio,
Abraça-me,
A distancia fez-me esquecer esse gosto,
O gosto dos abraços,
 E o sabor dos sorrisos verdadeiros e infantis,
Sorri para mim
E conta-me verdades,
Pois já só anseio por sinceridade e esperança,
Dá-me força para acordar
Eu sei que este pesadelo há-de vacilar.

                                                                                                         por: Ana Oliveira

Suicidio

                                                                                                    

                                                                                                             
Já não sei quem sou,
 Nem quem quero ser,
Sei apenas que choro,
Sem conhecer as verdadeiras lágrimas,
O meu sonho era ser feliz,
Mas já não sei esperar,
Pelo momento de colher,
Uma réstia de esperança,
Estendem-me a vida,
Não entendo porquê,
Não a quero,
Nunca quis.
Sei que a vida é boa,
E que a muitos enche a alma,
A mim?
 Nem me chega ao sangue,
Ainda corre?
Se corre eu já não o sinto,
O momento está próximo,
E ainda assim hesito por um breve segundo,
Há pouco estava tão preparada,
Que se via já um pouco de eternidade,
Nas minhas entranhas,
Querem-me cortar a corda?
Não vale a pena,
Já cortei,
Já morri.

                por: Ana Oliveira

Uma promessa

Cada vez que ouço essa voz,
As saudades apertam,
A minha alma cai a soluçar,
Perdida, numa dolorosa angustia,
O frio percorre o meu corpo,
E sinto falta desse abraço,
Que me aquecia nas tardes de vento,
E noites geladas;
As lágrimas teimam em cair pelo rosto,
E os meus olhos fecham-se para não ver,
Tento concentrar todos os sentidos,
Na memória do teu toque,
No sorriso maroto e ingenuo dos teus lábios,
E na ternura dos teus olhos;
E assim a tristeza desaparece,
Pois a promeça do reencontro ainda arde no coraçao.

Por: Ana Oliveira

Para que crescer?

   Já lá vai o tempo, embora nem assim tanto , mas as recordações já estão varidas da memória, mas nem todas foram apagadas, apenas algumas, talvez menos importantes é que foram guardadas debaixo do tapete, movidas pela preguiça de as arrumar num local mais próprio.                                                               
  Já a minha avó dizia:
  – Estas crianças nascem cansadas, vê-lá se foges á regra.
  Mas já nessa altura eu não ouvia a voz dos mais velhos, não adiantava de nada tentar compreender aquelas palavras complicadas, que nem queria saber o significado. O que eu gostava era das brincadeiras, do meu “pequeno grande” amigo e dos nossos passeios no campo. Saudades, era tudo tão facil! eu e o meu “pequeno grande” amigo a brincar tardes e tardes a fio; ninguém sabia, talvez nem nós próprios nos apercebecemos, eramos namorados, namorados de infância. Não conheciamos mais ninguém como nós, só nos tinhamos um ao outro, e ás tardes quentes de Verão, andavamos sempre juntos, quem nos visse dizia que eramos irmãos, mas não eramos, eu e o meu “pequeno grande” amigo não eramos irmãos, eramos namorados e sem saber.
   Um dia agarrou uma argola das tampas de garrafas de água e colocou na minha mão, já não me lembro do dedo, mas não me importa, pois o meu “pequeno grande” amigo tinha-me pedido em casamento, tal como tinha visto na televisão, naquelas novelas baratas que nos fazem colar ao ecrã; e agora eramos noivos, mas não sabiamos o que isso era. Claro que nao deixamos de agir como crinaças que eramos. Eu a menina timida e inocente, ele um rebelde de sorriso malandro e boné ao lado, aquele sorriso não enhanava ninguém, mil e uma histórias de disparates.
  Ainda me lembro do dia em que enleou um carrinho de linhas em volta da minha cabeça, ignorância a minha, fui a correr ter com a minha avó, que nao tardou a cortar os fios e a dizer:
  -Ai esta rapariga, aprende a defender-te, não podes deixar que isto te aconteça.
  No dia seguinte lá vem ele com um frasco de prefume para me pôr, lembro-me do aviso de minha avó, e lá vai um banco da cozinha a voar contra o meu “pequeno grande” amigo, fui um pouco má, talvez o aroma não me tenha agradado.
  Mesmo assim, continuamos a brincar e a passear juntos, claro para não falar dos lanches partilhados, como se fossemos namorados, noivos. É facil perdoar quando somos pequenos.
   O tempo passou e ambos crescemos, fomos afastados aos poucos, á pouco tempo estivemos juntos, não me reconheceu, sabia de uma “pequena grande” amiga, do seu nome, e das suas hitórias, mas não do seu rosto de menina ingénua. Ai pensei: “que saudades dos meu 4 anos, quando tudo era mais facil”
  Desde então tenho uma questão na minha mente: ” Porque crescer se isso nos tira aquilo que mais gostamos?”

por, girassol, in caderno de portugues :P

 

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